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Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

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BOAS NOTÍCIAS !!!

23
Set10

 

 

 

 

Restauro das igrejas românicas do Douro e Tâmega

2010-09-22

 

Ministério da Cultura

 

Ministério da Cultura de Portugal, a Junta de Castelo e Leão e a Fundação Iberdrola apresentam o projecto de restauro mais ambicioso da Arte Românica do Douro

O Ministério da Cultura de Portugal, a Junta de Castela e Leão e a Fundação Iberdrola subscreveram um acordo com base no qual as três instituições levarão a cabo o mais ambicioso projecto de restauro e manutenção de arte românica em ambos os países, que abrangerá 33 edificações religiosas deste estilo situadas nas imediações dos rios Douro e Tâmega.

O convénio foi formalizado esta tarde, em Bragança, pela Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, pelo Presidente da Junta de Castela e Leão, Juan Vicente Herrera e pelo Presidente da Fundação Iberdrola, Manuel Marín. Na cerimónia participaram, também, a Directora Regional de Cultura do Norte, Paula Silva e a Conselheira da Cultura da Junta de Castela e Leão, Mª José Salgueiro.

Graças a esta iniciativa de intervenção conjunta chamada Plano de Restauro do Românico Atlântico, será possível recuperar património cultural, natural e social da região, levar a cabo um trabalho de dinamização socioeconómica e potenciar os laços transfronteiriços entre Portugal e Espanha.

Para tanto, o investimento ascenderá a 4,5 milhões de euros, sendo que cada uma das partes assumirá um terço da quantia total. Estes contributos serão desenvolvidos ao longo dos próximos quatro anos e servirão para levar a cabo um restauro integral de 12 edifícios e desenvolver um programa de manutenção, iluminação e controlo dos 21 templos restantes.

Das 33 igrejas que vão beneficiar do projecto, nove localizam-se na província de Zamora, sete no distrito português de Vila Real, seis no distrito do Porto, seis na província de Salamanca e cinco no distrito de Bragança. No desenho e execução técnica dos trabalhos participará a Fundação Santa Maria La Real, instituição de referência no âmbito do restauro de arte românica.

Ambicioso projecto de intervenção sobre o Património

Na sua intervenção, a Ministra da Cultura de Portugal, Gabriela Canavilhas, salientou a crescente transversalidade da acção da Cultura noutros sectores revelando, aos níveis local, regional, nacional e internacional, uma importância única para a identidade e coesão social, para as sinergias do aproveitamento económico e turístico, formação e emprego de mão-de-obra especializada e, ainda, para o reforço do conhecimento mútuo e das relações transfronteiriças.

Na sua intervenção, o Presidente da Junta de Castela e Leão, Juan Vicente Herrera, destacou que este projecto constitui um dos primeiros passos de um novo processo de colaboração inter-regional, que começou no passado 17 de Setembro com a assinatura do convénio com o qual se configurou a Macro Região do sudoeste europeu. Esta aliança visa produzir riqueza, dinamizar os territórios e dar bem-estar aos cidadãos, ao mesmo tempo que reforça a estreita colaboração que Castela e Leão vem mantendo com Portugal e posiciona os territórios integrantes, face à União Europeia, no novo quadro de financiamento.

Com o Plano de Restauro do Românico Atlântico, a Junta exporta os seus Sistemas Territoriais de Património Românico de Castela e Leão, que constituem um dos projectos culturais de maior alcance de todos os que se realizaram nos últimos anos na Comunidade. Este projecto, que começou com a entrada em vigor do Românico Norte, Soria Românica e Zamora Românica, - e que se estende agora com o Românico Atlântico -, já abrangeu, até à data, 70 imóveis de excepcional qualidade, nos quais foram realizadas mais de 240 intervenções, com um investimento que supera os 20 milhões de euros.

Todo este trabalho representa uma oportunidade para a cultura e para a actividade de restauro, além de manter o dinamismo económico dos territórios. Um exemplo são os mais de 600 restauros levados a cabo pela Junta de Castela e Leão, desde 2009, que têm permitido a sobrevivência de empresas especializadas e radicadas na Comunidade, assim como a manutenção ou a criação de emprego equivalente a 1300 postos de trabalho directos.

Na cerimónia esteve também presente o Presidente da Iberdrola que destacou que «este acontecimento intensifica o forte compromisso existente entre a nossa Empresa e Castela e Leão - onde o Grupo nasceu há 110 anos - e com Portugal, terra com a que partilhamos um futuro repleto de importantes projectos». Ignacio Galán recordou também que a «Iberdrola Portugal iniciou o seu caminho já há alguns anos com o objectivo de ajudar a satisfazer as necessidades energéticas do país e de ser uma parte activa do seu progresso económico e social». «Conseguimos que a Iberdrola Portugal seja hoje o segundo comercializador de electricidade do País, contando já com uma importante carteira de clientes, aos quais a empresa presta serviços e oferece soluções à medida das suas necessidades», acrescentou.

Compromisso da Iberdrola

O objectivo da Iberdrola ao participar nesta iniciativa é contribuir para o desenvolvimento económico e social das zonas onde desenvolve a sua actividade. Assim, o projecto de restauro terá lugar em Castela e Leão, uma comunidade na qual a Empresa mantém um vínculo histórico, e na zona do Tâmega, onde a Companhia desenvolve o Complexo Hidroeléctrico do Alto Tâmega, um dos últimos grandes aproveitamentos hidroeléctricos da Europa.

Esta grande instalação, que alcançará uma potência instalada de mais de 1000 megawatts (MW), constitui um dos maiores projectos com estas características levados a cabo nos últimos 25 anos em todo o continente. O complexo requererá um investimento por parte da Iberdrola de cerca de 1550 milhões de euros e deverá produzir, aproximadamente, 1800 gigawatts ao ano (GWh), valor que representa 3% do consumo eléctrico português e que será suficiente para abastecer o consumo anual de aproximadamente um milhão de pessoas.

Área de aplicação do projecto de restauro

Bragança: Igreja de Santiago Maior em Adeganha, Igreja de Santo André em Algosinho, Igreja de Nossa Senhora da Natividade em Azinhoso, Igreja de São Bento em Castro de Avelãs, Igreja de Malhadas em Malhadas.

Porto: Igreja Divino Salvador em Freixo de Baixo, Igreja de São João Baptista em Gatão, Igreja de São João Baptista em Mancelos, Igreja de São Pedro em Roriz, Igreja Divino Salvador em Tabuado.

Vila Real: Igreja de São Julião em São Julião de Montenegro, Igreja de São Vicente em Chã, Igreja de São João Baptista em Cimo da Vila de Castanheira, Igreja de São Sebastião em Granjinha, Igreja Santa Maria das Júnias em Pitões das Júnias, Igreja de Santa Leocádia em Santa Leocádia, Igreja de Nossa Senhora da Azinheira em Outeiro Seco, Igreja de Santa Maria em Cova do Barroso.

Salamanca: Igreja de Nossa Senhora do Rosário em Cerralbo, Ermida de Cuadrilleros los Dieces en Cuadrilleros los Dieces, Ermita del Manzano en Manzano, Ermita do Cristo da Misericórdia en Hinojosa de Duero, Igreja de Nossa Senhora da Assunção en San Felices de los Gallegos, Ermita da Vírgem do Castelo en Yecla de Yeltes.

Zamora: Ermita de Santa María em Alfaraz, Igreja de Santa Maria Madalena em Cozcurrita, Igreja de São Pedro da Nave en El Campillo, Igreja de São João em Fermoselle, Ermita de São Miguel em Moraleja de Sayago, Ermita de São Miguel em Pinilla de Fermoselle, Igreja de Nossa Senhora da Assunção em Pobladura de Aliste, Mosteiro de Santa Maria en San Martín de Castañeda, Igreja de Santa Marina en Sejas de Sanabria.

 

www.governo.gov.pt


A GRANJINHA MERECE MAIS...

09
Set10

MURALHA ROMANA


 

Recentemente foi descoberta na Granginha,  entre outras ruínas, esta muralha romana.

Este era o aspecto de  quando foi posta a descoberto. Um muro perfeito, que mais parecia ter sido acabada de construir, quando terá possivelmente 2000 anos ou até mais.

Mas, decorridos 6 meses após a sua descoberta, a muralha lá continua, mas já com sinais de deterioração, e não se sabe quanto tempo aguentará, pois já são visíveis pedras soltas.

Consegue-se em poucos dias o que durante séculos os "bárbaros" não conseguiram!!!

Será que vamos conseguir deixa-lá pelo menos como a encontramos para as futuras gerações ?

Aguardando a discussão sobre se vale ou não a pena musealizar  o local, ou se há verbas disponíveis  "ela" continua à espera que as entidades do costume se dignem pronunciar, fazer ou mandar fazer qualquer coisa.

 

      
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